Três princípios essenciais da conservação preventiva em arquivos
A conservação preventiva reúne as medidas que ajudam a reduzir o risco de deterioração antes de os danos ocorrerem. Nos arquivos, onde os acervos são muitas vezes extensos e compostos por materiais diversos, há três princípios que se destacam como ponto de partida. A forma de os aplicar depende dos materiais, do seu estado de conservação e dos riscos identificados em cada edifício.
1. Estabilidade ambiental
Manter a temperatura e a humidade relativa estáveis e adequadas é fundamental para a preservação a longo prazo. Reduzir as flutuações diminui o risco de deterioração física e química, como a expansão e contração dos materiais ou a aceleração de reações químicas que fragilizam o papel e outros suportes.
O que é «adequado» não é igual para todas as coleções. Papel, pergaminho, materiais fotográficos ou suportes magnéticos têm necessidades diferentes, e o próprio edifício impõe limites ao que é possível alcançar. Monitorizar o ambiente ao longo do tempo – em vez de confiar numa única leitura – ajuda a perceber como se comportam realmente as reservas ao longo das estações e a decidir, quando necessário, que ajustes vale a pena fazer.
2. Acondicionamento adequado
Escolher caixas, invólucros e mobiliário em materiais quimicamente estáveis e de qualidade de conservação contribui para proteger as coleções contra poluentes, danos físicos e degradação. Caixas, pastas e envelopes funcionam como uma primeira barreira contra o pó, a luz e o manuseamento, e podem ajudar a atenuar variações de curta duração no ambiente envolvente.
Ainda assim, a escolha dos materiais deve ter em conta aquilo que se vai guardar. Um material de qualidade de conservação não torna, por si só, um invólucro adequado a todos os tipos de documentos. O formato, as dimensões, o peso, o estado de conservação e a frequência de consulta influenciam a solução mais adequada. As estantes, a forma como as caixas são dispostas e o cuidado no manuseamento são tão importantes como o próprio invólucro.
3. Controlo integrado de pragas
Inspeções regulares, monitorização ambiental e medidas preventivas permitem detetar cedo a atividade de pragas e minimizar os riscos para os acervos. O controlo integrado de pragas privilegia a prevenção: manter os espaços limpos, controlar os pontos de entrada, monitorizar com armadilhas e registar o que se encontra, e verificar os materiais que dão entrada quando adequado.
Quando há sinais de infestação, a resposta depende das espécies em causa, da dimensão do problema e dos materiais afetados. Em alguns casos, tratamentos não químicos como a anóxia podem ser uma opção, sempre depois de avaliar se são adequados aos objetos em questão.
Uma abordagem proativa e consistente
Uma preservação eficaz depende de uma abordagem proativa e consistente no cuidado das coleções. Estes três princípios funcionam melhor em conjunto e integrados numa rotina regular, adaptada à realidade de cada instituição.
Na EXPM, aplicamos estes princípios através de estratégias de conservação preventiva à medida, apoiando a preservação a longo prazo de arquivos, bibliotecas e coleções museológicas. O nosso trabalho inclui conservação preventiva e consultoria, controlo integrado de pragas, tratamentos por anóxia, formação e materiais de conservação.
Para saber mais sobre o nosso trabalho, visite expm.com.pt, conheça os materiais de conservação em expmstore.com ou contacte a nossa equipa para analisarmos em conjunto as necessidades da sua coleção.
Keeping History Alive.